Sistema de Freios – Dicas de conservação e manutenção

15 de Novembro de 2016 às 08:00
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O sistema de freios é um dos itens de segurança mais importantes de um veículo e manter o seu funcionamento é essencial. Diversos acidentes de trânsito poderiam ser evitados se todos motoristas fizessem uma correta revisão periódica dos discos, pastilhas, tambor e fluido de freio, itens essenciais para a manutenção e rendimento do carro.

No conduzir o veículo, a frenagem deve sempre ser feita de forma suave e gradativa, tentando prever sempre paradas no trânsito para evitar sustos. Frenagens bruscas em casos de emergência, assim como dirigir em alta velocidade, exigem muito mais dos freios e assim o cuidado deve ser redobrado, pois o desgaste do sistema será maior. O constante atrito desgasta mais os freios dianteiros do que os traseiros, pois a transferência de peso do veículo sempre se dará para a dianteira. Isso fará com que os freios dianteiros atuem com uma carga de frenagem mais elevada.

Nunca desligue o motor com o veículo ainda em movimento. O sistema de hidrovácuo (servo-freio) deixa de trabalhar, o que deixa o pedal mais duro, sinal que há uma sobrecarga nas linhas do sistema, e a frenagem fica comprometida.

O carro ter ABS não significa que se pode abusar dos freios. O ABS serve somente como um complemento para casos de emergência, evitando que as rodas se travem (diminuindo espaço de frenagem e mantendo maior controle de dirigibilidade nesse momento). Se consegue perceber a atuação do ABS pela vibração no pedal em determinado momento da frenagem.

O freio de estacionamento, popularmente conhecido por “freio de mão”, jamais deve ser utilizado com o veículo em movimento, exceto em casos de emergência (como perda dos freios), mas deve ser utilizado em conjunto com redução de marchas até a parada total do veículo.

Em descidas, evite usar somente o freio, e faça valer o freio motor. Isso diminui o desgaste do sistema, assim como evita superaquecimento do conjunto. Lembrando que freios superaquecidos podem diminuir sua eficiência, ou até anular a sua utilização.

Os principais sinais de danos no sistema de freios são:

  • Vibração do pedal durante a frenagem;
  • Ruídos e sensação de “agarrar” (algo arrastando no disco);
  • Veículo puxar para algum dos lados durante a frenagem;
  • Pedal baixo ou “elástico”.

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Ao levar o carro para uma revisão em oficina especializada, o mecânico sempre irá avaliar se as pastilhas e lonas (sapatas) estão dentro do desgaste máximo permitido, assim como se os discos estão dentro da espessura mínima aceitável. Chiados finos geralmente são sinal de que as pastilhas chegaram ao final de sua vida útil (elas já são projetadas para gerar esse chiado em determinada espessura de material). Vibrações no pedal podem ser ocasionadas por discos empenados ou folgas nas pinças de freio. Lembrando que vibrações na frenagem podem ser ocasionadas também por pneus defeituosos ou problemas na suspensão, por isso é importante sempre fazer uma análise geral para descobrir o real motivo do problema.

Os cabos do sistema de freio de estacionamento devem ser revisados quanto ao seu estado geral, assim como a sua regulagem deve ser verificada periódicamente.

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O nível do fluído também é um indicativo de necessidade de reparos. Seu nível baixo pode ser por dois motivos: pastilhas e lonas excessivamente gastas, ou vazamentos. Portanto, sempre devem ser verificadas tubulações e flexíveis.

Ar na linha de fluidos também tem de ser reparado, com sangria do sistema e reposição do fluído até o nível adequado.

Água ou umidade junto ao fluido de freio pode interferir no seu funcionamento. Se for detectado, tem de ser feita total sangria e reposição do fluido.

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Cilindros, pinças, molas e parafusos do sistema devem ser verificados com relação a danos ou folgas, e serem reparados se necessário.

O fabricante do veículo geralmente estipula no manual de manutenções quando o sistema deve ser avaliado. Normalmente essa revisão geral é feita a cada 20.000 Km em carros com câmbio manual e 10.000 Km em modelos com câmbio automático (que costumam exigir mais do sistema de freios). Em relação às pastilhas, essas devem ser analisadas a cada 10.000 Km se estão com mais de 2mm de espessura ainda, e as lonas a cada 20.000 Km.

Lembrando que fazer revisão não necessariamente quer dizer que a substituição dos componentes deve ocorrer, e sim que será feita uma avaliação do desgaste das mesmas e a troca será realizada se necessário.

Fonte: Widmen / oglobo.globo.com

Foto: Widmen
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