Jeep Compass estréia o novo motor Tigershark 2.0 flex no Brasil

30 de Novembro de 2016 às 08:00
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Para quem desejava comprar a nova “menina dos olhos” da Jeep, o Compass, e não tinha os R$ 133 mil para a versão de entrada com o Multijet 2.0 Diesel, agora já existe uma nova opção: Motorização Tigershark 2.0 flex.

O motor chega como novidade no modelo da Jeep, como opção para quem não queria o motor Diesel, mas estava preocupado do modelo vir com o mesmo motor 1.8 do Jeep Renegade (que já tem um desempenho abaixo do esperado no irmão menor).

Esse motor, apesar do nome imponente, é um 2.0 de quatro cilindro produzido mundialmente pela FCA para novos veículos da Fiat, Chrysler e demais marcas do grupo. Ele possui duplo comando de válvulas, além de bloco e cabeçote em alumínio. O motor desenvolve 166 cv de potência a 6.200 rpm e 20,5 kgfm de torque a 4.000 rpm com etanol (159 cv e 19,9 kgfm com gasolina). O câmbio é automático de 6 marchas com opção de comandos sequenciais pela alavanca, ou aletas atrás do volante a partir da versão Longitude. Para rodar também no etanol, a taxa de compressão foi aumentada de 10,2:1 para 11,8:1. Algumas pequenas mudanças de ajuste no variador de fase do comando de válvulas, assim como em mais quase 20 itens do motor, fazem com que ele possa se tornar “flex” para nosso mercado além de o tornar mais econômico e eficiente.

O consumo dessa motorização no Jeep Compass ficou em 8,1 km/l na cidade e 10,5 km/l na estrada com gasolina, e 5,5 km/l e 7,2 km/l respectivamente, no etanol. Se esses número não parecem tão impressionantes, imaginem se as novas tecnologias não fossem integradas ao motor. Apesar de parecerem números baixos, lembrem-se que estamos falando de um motor que gera na casa dos 160 cv equipando um veículo de aproximadamente 1570 kg de peso. Ao contrário do que foi muito visto com relação ao Renegade 1.8, o Compass 2.0 não apresenta uma visível falta de potência e desempenho, muito pelo contrário, se mostra um veículo ágil e bem equilibrado pra proposta da versão.

Um dos pontos que muito agradou nessa motorização, foi a entrega do torque desde baixas rotações (a partir dos 2.000 rpm o motor já entrega 86% da força total).

Quando abastecido somente com etanol, o motor dispensa o tanquinho de gasolina para partida a frio: o sistema HCSS aquece o combustível antes da partida através de resistências elétricas, facilitando a partida em temperaturas de até -5°C.

Outro ponto muito elogiado com relação à motorização foi a questão de ruído, vibração e aspereza do mesmo. Para conseguir melhorar significativamente essa questão, foram reduzidas as folgas das peças, além de ter sido adotado o sistema Silent Chain (sistema de acionamento do comando de válvulas que utiliza corrente com dentes invertidos que se encaixam perfeitamente nos dentes da engrenagem, reduzindo significativamente o ruído).

Com essa opção, a Jeep conseguirá abocanhar mais uma grande faixa de consumidores, além de abrir a possibilidade do emprego dessa motorização para outros veículos do grupo FCA no país. Será que o Renegade ganha novo motor em 2017? Fica a dúvida no ar.

Fonte: Webmotors

Fotos: Jeep/Divulgação

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