Honda WR-V enfim é lançado no Brasil

27 de Março de 2017 às 08:00
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A Honda prepara os detalhes do lançamento do WR-V no Brasil, seu mais novo crossover com pinta de SUV compacto.

Por fora ele não só lembra como praticamente é o Honda Fit da atual geração. A carroceria foi herdada do seu irmão mais barato, assim como o motor 1.5 flex de 116cv e o câmbio CVT. O que muda? Externamente, os faróis (com luzes diurnas de led), capô mais elevado, para-choques, apliques plásticos, lanterna traseira, tampa do porta-malas, além da altura por conta da suspensão toda recalibrada do modelo (subchassis e conjunto de suspensão são novas no modelo). Na verdade, a eixo de torção da suspensão, assim como caixa e conjunto de direção elétrica foram herdados do HR-V. Tudo isso para fazer o Fit ficar mais com cara de “jipinho”.

Por dentro, algumas mudanças de acabamento e cores, mas o interior é praticamente o mesmo do Fit.

Apesar de aparentemente ser um Fit maquiado, a posição de dirigir mais alta e a suspensão mais elevada acabaram por criar uma nova experiência para quem dirige o modelo. Por conta da suspensão nova, o modelo se mostra mais confortável. A direção aparenta ser mais direta e precisa nas respostas. A Honda também fez uma mágica e conseguiu aumentar em 2,5cm o entre-eixos do modelo. Tanque foi colocado na posição central, o que privilegiou o espaço interno, ajudado pelo conjunto de rebatimento dos bancos. No entanto, o porta-malas continua com exatamente a mesma capacidade do Fit: 363 litros.

A Honda ainda peca em não oferecer controle de tração nem estabilidade, não ter opção de bancos de couro nem ar digital, assim como o vidro elétrico com sistema de “um toque” somente para o motorista. Outro grande pecado é não oferecer opção de troca de marchas manualmente na manopla ou em borboletas no volante.

O consumo divulgado pela Honda é de 8,1 km/l na cidade e 8,8 km/l na estrada, com etanol. Já abastecido com gasolina, 11,7 km/l na cidade e 12,4 km/l na estrada.

Quanto às versões, serão oferecidas as seguintes:

*EX – (R$ 79.400) tem direção elétrica, ar-condicionado, vidro elétrico, rádio (CD player, entrada USB/auxiliar e conexão Bluetooth), controle de áudio ao volante, ajuste de altura e profundidade na direção, computador de bordo, controle de velocidade de cruzeiro, câmera de ré, luzes diurnas de LED, farol de neblina, retrovisor elétrico com repetidor de seta, rodas de liga leve aro 16, rack de teto, sistema de rebatimento dos bancos, Isofix (sistema mais simples para encaixar a cadeirinha), airbags de frontais e laterais (para motorista e passageiro dianteiro).

*EXL – (R$ 83.400) troca o rádio por sistema multimídia com tela de 7 polegadas sensível ao toque, GPS e 2 entradas USB, com controle de chamadas no volante, além de airbag de cortina (total de 6 airbags).

Uma das grandes críticas dos consumidores com relação ao lançamento é o preço praticamente igual ao seu irmão maior, HR-V (que parte de R$ 79.900). Outro ponto que gera dúvidas com relação ao sucesso ou não do modelo é o preço dos concorrentes, relativamente mais baixo. A Ford Ecosport parte de R$ 68.690, e o Renault Duster em 67.990, e o próprio Honda Fit em R$ 57.700. Mesmo assim a previsão da Honda é otimista, acreditando alcançar a venda mensal de 1.700 unidades (frente as 2.000 do Fit nos meses de 2017). O foco não é o consumidor do mercado off-road, mas sim famílias que tenham uma visão pouco mais aventureira.

Segundo a Honda, a grande vantagem do WR-V é poder justamente apresentar uma nova experiência com essa versão “aventureira” do Fit, ao contrário do que o mercado tem experimentado com as versões equivalentes de outros carros do mercado, onde ficam somente nos apliques plásticos e suspensão mais alta, sem nada novo de engenharia envolvido.

Os próximos meses dirão o que o mercado achou da novidade!

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Fonte: g1.globo.com/autoesporte / uol.com.br/carplace

Fotos: Honda/divulgação / Gustavo Epifânio/G1
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