8 coisas a se saber sobre os sistemas flex de combustível

22 de Setembro de 2017 às 08:00
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Você sabe as particularidades dos carros flex? O que deve e não deve fazer ao abastecer? Os mitos e verdades?

Nós separamos 8 pontos importantes que todos os donos de carros flex deveriam saber:

  1. Todo carro flex tem reservatório de partida a frio: Não exatamente. O que acontece é que nem todas as marcas desenvolveram a tecnologia de partida a frio que dispense o reservatório, por isso que a maioria ainda possui o sistema. Algumas marcas já possuem um sistema com resistência elétrica que aquece o combustível na galeria que leva aos bicos de injeção, antes da primeira partida do dia quando se está com um clima mais frio (Citröen, Peugeot e Volkswagen são exemplos de marcas que já utilizam esse sistema com sucesso no país);
  2. A gasolina do reservatório não precisa ser trocada: Isso é um mito criado. A gasolina tem de ser trocada a pelo menos cada 90 dias se não acabar, ou após um período de calor. Essa gasolina envelhece e estraga quando parada por muito tempo. Aproveite e sempre abasteça o tanquinho com gasolina aditivada, para garantir uma vida mais longa ao sistema. Se precisar fazer a troca e limpeza do sistema, procure uma oficina especializada para que seja feita da forma correta e sem estragar nada em seu veículo;
  3. Ou gasolina, ou etanol, nada de misturar: Outro mito criado pelo povo. O sistema de injeção é feito para rodar tanto com gasolina, quanto etanol, ou a mistura dos dois em qualquer proporção. O sistema é projetado para fazer a leitura e reconhecer a proporção de combustível que está sendo queimada, e escolher o melhor mapa de injeção dos salvos previamente para adequar o funcionamento do carro à essa mistura. A forma como a injeção vai entender que precisa fazer um novo aprendizado de mistura varia de marca para marca, algumas após reconhecer um novo reabastecimento de pelo menos “x” litros, outras marcas possuem sensores no tanque, etc.;
  4. Após mudar de combustível, tenho de rodar com o carro: Isso é verdade! Após uma mudança brusca de um combustível para o outro, ou na sua proporção de mistura, a maioria dos fabricantes recomenda que se rode ao menos 8 km ou deixe o carro ligado por uns 10 minutos, no mínimo. Isso serve para que dê tempo de aquecer a sonda lambda no sistema de escapamento e ela reconheça o combustível exato que está sendo queimado pelo motor. Essa sonda é quem define a proporção de ar/combustível que deve ser injetada no motor de acordo com os gases resultantes da queima;
  5. Mudei de combustível, e o carro não pega: Fique tranquilo, você apenas não deve ter rodado tempo o suficiente para que o carro reconhecesse a mistura nova. Dessa forma, ou deve-se realizar um novo abastecimento de uma quantidade mínima de combustível (de acordo com o que indica o manual), ou solicitar ao seu mecânico que faça uma aprendizado forçado da injeção, indicando a proporção correta de gasolina e etanol diretamente dentro do mapa da injeção através de scanner. Isso se dá pois, ao não reconhecer a nova mistura, a injeção pode estar enviando combustível demais ou de menos para o motor, acreditando estar com o combustível anterior ainda;
  6. Os componentes do motor são os mesmos de um carro só a gasolina: Isso é uma grande mentira contada por alguns. Os motores flex possuem peças e componentes com regulagens e proteções específicas para rodar com os dois combustíveis. Ele tem de aguentar a grande carbonização gerada pela gasolina, mas também proteção contra ressecamento causado pelo etanol. Apesar de os motores modernos já serem preparados para a nossa gasolina, que possui uma porcentagem de etanol em sua mistura, algumas adequações são necessárias. Bomba de combustível, filtros, mangueiras, bicos injetores, vedações e até velas são específicas para motores flex, portanto preste atenção no momento da troca;
  7. O carro não tem o mesmo consumo nos dois combustíveis: O carro a gasolina, principalmente em trajetos mais travados como nos centros urbanos, é mais eficiente em consumo. Isso se dá por conta do melhor poder de queima dos combustíveis fósseis, como a gasolina, em relação ao etanol. Em média, um motor rodando no etanol precisa injetar 30% a mais de combustível do que um motor rodando na gasolina para que se tenha ao menos uma equivalência em desempenho e seu funcionamento seja redondo. Na estrada o consumo já fica mais próximo, mas mesmo assim o etanol sempre tem um consumo pouco maior. O que vai ditar se realmente compensa mais abastecer com um ou outro combustível é o consumo que ele faz com cada um dos combustíveis, em relação preço de cada um deles. Portanto, faça seus cálculos. Veja qual o tipo de trajeto você faz, qual o preço que se encontra a gasolina e etanol nos postos próximos, e quanto seu carro consome, dessa forma poderá fazer a melhor opção para o seu bolso;
  8. Etanol não polui: É um mito! Apesar do etanol ter uma queima muito mais limpa e emitir muitos menos gases nocivos na atmosfera do que os combustíveis fósseis, qualquer queima sempre irá gerar dióxido de carbono, o responsável pelo efeito estufa. A diferença grande é que enquanto os combustíveis derivados do petróleo pegam o CO2 que está escondido sob a terra e o liberam novamente na atmosfera (aumentando a quantidade de CO2 no ar), a produção do etanol (derivado de plantas) apenas faz uma renovação do CO2 na atmosfera, pegando o gás que foi “roubado” pela planta durante seu desenvolvimento de crescimento, e o liberando novamente após a queima.

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Fonte: g1.globo.com/autoesporte / iCarros / Matel / Blog Carro de Garagem

Fotos: Divulgação
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