Indicadores para o sucesso

07 de Dezembro de 2017 às 08:00
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Para o sócio fundador da PasseCarros, Ricardo Lima, o Concessionário deve ficar atento às oportunidades de mercado, além de trabalhar corretamente alguns indicadores para ampliar a participação do departamento de usados nos resultados da empresa. “Mais de 70% dos clientes que querem vender um carro para troca por um novo, ou mesmo um seminovo, vão em primeiro lugar na Concessionária”, comenta.

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E, para não perder as oportunidades, Lima recomenda algumas ações que, em sua análise, podem potencializar o negócio, como a correta elaboração da classificação ABC (que indica quais são os melhores produtos e os mais procurados), realizar uma boa avaliação e, por fim, comercializar o produto, de forma rápida e eficiente. “Muitos Concessionários já estão cansados de ouvir como incrementar o departamento, mas, nem sempre, colocam em prática”, argumenta Lima, informando que a PasseCarros disponibiliza, para Concessionárias e lojistas independentes, ferramentas de parametrização da gestão e operação do negócio de usados.

Para o Concessionário obter lucro nesta área, Lima afirma que, entre 40% e 50% da captação de usados devem corresponder ao seu faturamento no departamento. “Isso dá uma média de 25% de captação para o total ofertado. A cada 100 carros avaliados, capta-se 25”, diz. Segundo o empresário, o mercado capta, em média, 16% do que é ofertado. “Sem contar que muitas empresas fazem avaliação por meio de profissionais despreparados que até consultam lojas multimarcas para saber quanto pagar naquela oferta. Isso não deveria existir”, completa.

Com relação à margem do Concessionário, Ricardo Lima ensina que deve ser de 10%, no varejo, e de 6%, no repasse. Além disso, os gastos com revisão e reparos não devem ultrapassar os R$ 800 por veículo, justamente, para não reduzir a margem na revenda. “É preciso ter um histórico em sistema. Já comprou aquele veículo? Quanto pagou? Quantos dias ele ficou em estoque? Qual foi o valor de revenda? Este tipo de controle é importante para que não se faça um mau negócio”, recomendou, acrescentando que, em muitos casos, os empresários, simplesmente, pegam o usado na troca pelo novo e repassam 100% do estoque aos lojistas independentes. “Focar o trabalho apenas na venda de novos não é bom para o negócio. É preciso organizar o departamento de usados, utilizar ferramentas certas e preparar as equipes para que este negócio seja cada vez mais rentável e obtenha o máximo de absorção no custo fixo da Concessionária”, aconselhou Lima.

Fonte: Revista UNA Abracaf – Pg. 27

Fotos: Divulgação
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