Transição da indústria automotiva e futuro do repasse de veículos

destaque

De acordo com números divulgados pela Fenauto, somente no primeiro quadrimestre de 2017 foram feitas mais de 4,2 milhões transações de veículos usados, o que representa um aumento de 6% em relação ao mesmo período de 2016. Em 2017 o território nacional consumiu 6.017.671 de veículos seminovos em um período de 6 meses, ou seja, o setor de seminovos cresceu 9% somente no acumulado do ano.

Enquanto isso, a procura por veículos 0 km acabou sendo a mais baixa em 11 anos. Segundo a Fenabrave, essa onda de compra e venda de seminovos gerou um resultado tão bom nas principais locadoras de automóveis do país, que o setor arrecadou mais de R$ 2 bilhões.

Desde o início da crise que o país vem passando, cerca de 2 mil concessionárias já fecharam as portas. Apesar de 2018 se mostrar melhor que o ano passado, ainda continua refletindo o resultado de um mercado que sofreu um grande desiquilíbrio, mas por outro lado abrindo espaço para uma transição e adaptação no setor. Os números têm indicado cada vez mais um momento positivo para um negócio que está em constante crescimento: o setor de seminovos.

Contudo, após a chegada e ascensão da era virtual, o público já não é mais o mesmo, e por esse motivo, muitas empresas se viram obrigadas a se reinventar. O setor automotivo foi um dos que mais sofreu impacto com essa mudança e o ato de não entender o cliente pode ser a maior ameaça para qualquer negócio.

Para Ricardo Lima, sócio proprietário da PasseCarros, portal de repasse de veículos em nível nacional, logo não restarão alternativas: ou muda-se a forma de interagir com o cliente, ou o perderá para a concorrência. Em uma entrevista para a revista Locação, Ricardo explica como a tecnologia se tornou aliada do setor automotivo: “Com um leque maior de negócios, o estoque gira mais rápido e permanece sempre novo”.

A transição do mercado causada por essa tecnologia vem causando impacto em diversos setores, e quando usada a seu favor, empresas de todos os tamanhos podem se manter competitivas, garantindo inúmeras vantagens em seus negócios.

IMAC_12974

Com essas mudanças do mercado e uma procura por seminovos que não para de crescer, concessionárias e lojistas estão em busca de uma operação de veículos que seja mais segura e lucrativa.

Dessa forma, o repasse de veículos seminovos e usados captados por concessionárias está se tornando cada vez mais uma forte fonte de rentabilidade no setor, sendo acompanhado por melhorias na produtividade e controle mais rígido das atividades do negócio.

“Atualmente a venda de veículos de repasse já é feita por diversos canais ao redor do mundo, até mesmo nas menores cidades, onde o modelo de venda tradicional sempre foi o mais requisitado”, explica Ricardo Lima. “Existe uma procura muito grande por veículos de segunda-mão e os números apresentados são iguais para todos. Por conta do avanço tecnológico acredito que em um futuro muito próximo a padronização na compra e venda de seminovos será vista como uma exigência e não só um diferencial”, complementa.

Hoje em dia, 65% do volume total de seminovos comercializados no país são primeiramente ofertados nas concessionárias. Visando isso, a PasseCarros resolveu inovar e trouxe para o mercado em 2012 um software que torna o processo de vendas no atacado muito mais rápido e eficiente. Um sistema que oferece aos usuários exatamente aquilo que procuram, necessitando apenas de um cadastro contendo as informações de seus veículos num banco de dados e tendo a possibilidade de ter seu perfil cruzado com lojistas que procuram por veículos com as mesmas características registradas, informando preços e condições em todo território nacional.

Dessa forma, concessionárias expandiram seu leque de oferta dos repasses para lojistas de todo o país, bem como os lojistas passaram a ter muito mais opções de compra para reposição de seu estoque de seminovos e usados. Se o mercado mantiver essa tendência de alta nas negociações de seminovos e usados, as vendas de atacado (repasse) continuarão sendo a grande arma para manter rentável as operações das concessionárias de veículos 0 km.

COMPARTILHAR

Comments

comments